Nobre, Cristina2012-10-312012-10-312008http://hdl.handle.net/10400.8/635Comunicação apresentada nas III Jornadas Internacionais de Jornalismo, Porto, 2008.Com o evento da trasladação de dois soldados desconhecidos para o Mosteiro da Batalha, o governo da 1.ª República pretendeu projectar nos portugueses um sentimento de unidade e solidariedade patrióticas, como resultante da participação de Portugal na Grande Guerra de 14-18. Os jornais serviram este propósito, em larga medida actuando como máquinas de propaganda de uma ideologia republicana à procura de uma base de sustentação para o longo desgaste dos vários governos da República, nas agitadas duas décadas iniciais do século XX. Com a apreensão, em Março de 1921, da poesia de Afonso Lopes Vieira, Ao Soldado Desconhecido (morto em França), o poder político mostrava o receio pela capacidade de intervenção da poesia na política. Pretende perceber-se até que ponto o discurso literário teria força para fazer perigar o discurso governamental, sustentado e veiculado pelo conjunto da imprensa da época.porOs jornais e a construção da propaganda durante a 1.ª República. O caso da apreensão da poesia de Afonso Lopes Vieira "Ao Soldado Desconhecido (morto em França)", 1921conference object