Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10400.8/467
Title: As elites e a construção das regiões em Portugal: a entrevista como modo de entendimento dos seus discursos
Authors: Magalhães, Fernando
Vieira, Ricardo
Keywords: Metodologias científicas
Entrevistas
Representações culturais
Elites
Issue Date: 2008
Citation: MAGALHÃES, Fernando; VIEIRA, Ricardo - As elites e a construção das regiões em Portugal: a entrevista como modo de entendimento dos seus discursos. In: CRUZ, Fernando (Org.) Actas do III Congresso Internacional de Etnografia, Cabeceiras de Basto: AGIR, 2008. ISBN 978-989-8170-00-2.
Abstract: O século XXI, os movimentos crescentes de globalização, a desterritorialização de pessoas e bens, com a crescente multiculturalidade das sociedades actuais, levanta problemáticas complexas para profissionais ligados à antropologia, à sociologia e a outras ciências sociais, que procuram entender como os agentes sociais pensam e constroem as suas comunidades nacionais, locais ou regionais. A imaginação e representação de espaços culturais constitui, portanto, um processo cultural. Neste sentido, também o conceito de região, herdado da sociedade moderna de há cerca de 200 anos atrás, implica a construção de um discurso particular, sobre uma determinada comunidade regional, por relação a outras suas vizinhas. Contudo, este não é um processo que se pensa no vazio, pressupõe, antes, vários agentes em jogo, que se movimentam e problematizam a sua comunidade, relativamente à dos seus vizinhos. Neste jogo nem todos os agentes sociais possuem a mesma legitimidade para definir qual deve ser a sua região de pertença pois a voz de alguns destes agentes pesa mais neste discurso, em virtude do seu domínio num qualquer campo cultural (Bourdieu, 1989; Shore, 2000)[1]. Como nos demonstram estes autores, são os líderes políticos, culturais, económicos ou outros agentes que, num determinado grupo, exercendo um cargo de liderança, decidem sobre a construção da sua diferença enquanto pertença a uma comunidade regional imaginada, bem como os marcadores a usar para objectivar essa diferença. Contudo, há ainda outro dado em jogo, o reconhecimento do resto dos agentes sociais, aqueles que, não pertencendo às elites, são quem realmente constitui a comunidade regional, e sem os quais não se podia falar em região. Assim , se esses não possuem legitimidade para aplicar classificações (Bourdieu, 1989), detêm, no entanto, o poder de rejeitar as classificações que as elites lhes tentam impor. Cris Shore (2000) demonstra que o facto das elites comunitárias não ouvirem os cidadãos europeus constitui o principal obstáculo à construção da cidadania europeia, em consequência da não identificação dos nacionais com a Comunidade Europeia. Assim, com esta comunicação pretendemos problematizar acerca de como o discurso das elites da região de Leiria se torna fundamental para entendermos os processos de idealização das diversas regiões que partem, ou não, da realidade distrital leiriense, herdada século XIX.
URI: http://hdl.handle.net/10400.8/467
ISBN: 978-989-8170-00-2
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