Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10400.8/396
Title: Anything goes? Uma discussão sobre a necessidade de uma orientação ética na arte contemporânea
Authors: Santos, David Rodrigues dos
Keywords: Arte extrema
Responsabilidade
Ética
Issue Date: 2008
Abstract: As possíveis situações conflituosas no mundo da arte surgem, principalmente, quando os seus produtores trazem para este mundo conteúdos que, normalmente, não estariam presentes. Falamos, especificamente, de problemáticas relacionadas com a técnica, com aspectos de cariz sexual, ou de atentados contra o corpo. Falamos também de “objectos” que normalmente não encontramos nas galerias ou museus, ou seja, sangue, sémen, excrementos, etc… De um modo geral, e a partir das obras de Marina Abramovic, Orlan e Stelarc (entre outros), encontramos nestes escritos espelhados alguns dos paradigmas daquilo que entendemos chamar de arte extrema. Uma arte onde a dor, a violência e o grotesco se encontram impregnados de realidade tornando ainda mais ténue as fronteiras da arte e da moralidade. Desta forma, aquilo que se mostra nesta análise é a necessidade de iniciar uma discussão sobre a Arte, a Autonomia da Arte, a Moral e a Ética, ou a responsabilidade dos agentes artísticos dentro de um campo específico da produção contemporânea, a arte extrema. Torna-se notória a falta de um debate público criador de novas linhas de pensamento e de novas linhas de acção nas práticas artísticas tendo como objectivo o bem comum. Não sabemos, até que ponto, os efeitos que uma produção possa vir a ter nas suas audiências, não sabemos até que ponto essas ligações que se estabelecem entre autor-obra-espectador são perigosas. Contudo, se a apreciação estética de uma obra de arte é efectuada através da sua integral percepção, a sua moral, a suas experiências e a sua visão do mundo, então sugerir a participação, ou uma atitude da audiência significa, exercitar uma vontade moral. Vários paradigmas serão apontados, entre os quais a tentativa da arte extrema tornar visível, através das suas operações, o funcionamento institucional da arte, o seu lugar de margem entre arte e não-arte, procurando expandir, tal como as vanguardas o fizeram, os limites da arte e a sua própria definição. Porém, tal jogo na margem da fronteira da arte, começa a estabelecer uma desarticulação dos seus elementos institucionalizadores levando-os para domínios imprevistos onde o jogo entre conceitos como o mediatismo, imoralidade, o grotesco, o obsceno, a revolta, em suma, a desumanização da arte é concretizada na sua totalidade. De facto, estas práticas parecem ser a instauração de uma estética de Auschwitz, como Paul Virilio anuncia na sua obra Art and Fear. Desta forma, é expressa, ao longo destas páginas, que se estas actividades específicas da arte extrema nos colocam perante um género de condição humana em revolta, então, os agentes deste mesmo mundo, começando pelos artistas plásticos, as instituições e a crítica têm o dever de celebrar um debate sério sobre a necessidade de uma ética nas práticas da arte contemporânea.
Description: Dissertação apresentada à Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa para obtenção do grau de Mestre em Ciências da Comunicação na área de Cultura Contemporânea e Novas Tecnologias, realizada sob a orientação científica do Professor Doutor António Fernando Cascais.
URI: http://hdl.handle.net/10400.8/396
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